A Quietude da Consciência
Nada é mais repousantedo que uma consciência tranquila.Não a que nunca errou,mas a que enfrentou os erroscom verdade.
10/02/2026
Nada é mais repousantedo que uma consciência tranquila.Não a que nunca errou,mas a que enfrentou os erroscom verdade.
09/02/2026
Há ausências que afastame outras que revelam.Quando alguém parte,por vezes compreendemoso espaço que ocupava.
08/02/2026
A gratidão não é uma obrigação moral —é um estado de consciência.Nasce quando percebemosque quase tudo o que sustenta a nossa vidanão foi construído por nós.
07/02/2026
O que envelhece são as formas,não os gestos essenciais.A bondade,a verdade,o cuidado —esses atravessam épocas intactos.
06/02/2026
Esperar não é desistir do movimento.É compreender o ritmo.Há coisas que só amadurecemcom tempoe silêncio.
05/02/2026
Há momentos em que a luz se afastapara que possamos ver de outra forma.A escuridão não é castigo —é pausa.
04/02/2026
Sentimos faltade coisas que nunca aconteceram.De vidas imaginadas,de caminhos não escolhidos,de palavras que ficaram por nascer.
03/02/2026
Há uma paz raraem alinhar o que se pensa,o que se sentee o que se faz.
02/02/2026
Ser simples exige atenção.Exige renúncia ao excesso,à urgência de impressionar,à necessidade de complicar.
01/02/2026
Grande parte da vida aconteceonde ninguém vê.Nos pensamentos que não partilhamos,nas decisões silenciosas,nas batalhas travadas em segredo.
31/01/2026
Pertencer não é encaixar.É ser reconhecido sem se diluir,é existir sem pedir licença,é sentir-se em casamesmo em silêncio.
30/01/2026
O corpo lembra-sedo que a mente tenta esquecer.Guarda emoções antigas,tensões não resolvidas,afetos interrompidos.
29/01/2026
Mudar assustaporque implica despedidas invisíveis.De hábitos,de versões antigas,de certezas que já não servem.
28/01/2026
A felicidade não se impõe,acontece.E acontece em momentos breves,por vezes imperfeitos,quase sempre inesperados.
27/01/2026
Ser honesto consigo mesmoé um exercício silencioso e exigente.Não há aplausos,nem testemunhas,nem recompensas imediatas.
26/01/2026
Não abandonamos a infância —transportamo-la connosco.Nos gestos espontâneos,na forma como confiamos,no modo como temos medo.
25/01/2026
Há palavras que nunca chegam a ser ditase, ainda assim, moldam uma vida inteira.Ficam suspensas entre o medo e o orgulho,entre o “ainda não” e o “já é tarde”.
24/01/2026
Não é a perfeição que nos define.É a capacidade de sentir,de errar,de voltar a tentar.
Pedro Miguel Rocha escreve entre o silêncio e a palavra.
Esta página é o lugar onde essa escrita permanece.