Sentimos falta
de coisas que nunca aconteceram.
De vidas imaginadas,
de caminhos não escolhidos,
de palavras que ficaram por nascer.
Essa nostalgia não é perda —
é consciência.
Consciência da vastidão do possível
que habita cada ser humano.
Nem tudo o que não foi vivido
foi em vão.
© Pedro Miguel Rocha
Adicionar comentário
Comentários