Há uma fé que não se explica,
nem se impõe.
Habita os gestos simples,
as esperas longas,
as noites sem resposta.
Não precisa de provas,
apenas de confiança.
E mesmo quando vacila,
permanece.
Porque acreditar
nem sempre é ter certezas —
é continuar
apesar delas.
© Pedro Miguel Rocha
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