Há coisas que só existem
para quem sente devagar.
A paz depois da tempestade,
a serenidade de um coração honesto,
o consolo que não se explica.
A verdadeira beleza
não precisa de forma,
nem de aplauso.
Ela acontece —
e isso basta.
O invisível sustenta mais
do que imaginamos.
© Pedro Miguel Rocha